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REGINA SILVEIRA
GRAPHOS
29.03 - 24.05.2025
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A exposição GRAPHOS, de Regina Silveira, apresenta a obra homônima, concebida inicialmente em 1991, alguns anos antes da sua primeira exposição na Luciana Brito Galeria, em 1998. Esse resgate histórico de uma obra não realizada representa os quase 30 anos de parceria e reflete a evolução da pesquisa de Regina Silveira, que sempre esteve à frente nos estudos sobre percepção e representação visual, acompanhando os novos recursos da tecnologia na arte. A instalação site specific “GRAPH” foi inicialmente pensada segundo parâmetros das regras gráficas analógicas para corrigir as perspectivas do espaço arquitetônico da Storefront for Art and Architecture, em Nova York (EUA), durante residência da artista pela bolsa John Simon Guggenheim Foundation (1991). Embora contemplada, as regras de preservação do prédio da Storefront não permitiram que o projeto fosse executado, já que naquela época a artista pintava as obras diretamente na parede.Trinta e quatro anos mais tarde, a artista revisita a mesma instalação para o espaço similar do pavilhão da Luciana Brito Galeria, caracterizado por uma planta triangular. Para tanto, “GRAPH” foi transposta para os recursos gráficos digitais, que permitem a produção e aplicação de vinil adesivo nas paredes do pavilhão, corrigindo virtualmente seus ângulos irregulares sob a ótica do espectador. Regina Silveira utiliza os meios oferecidos pela tecnologia digital para elaborar e executar suas obras, possibilitando-a trabalhar à distância. A exemplo, a artista inaugurou recentemente a obra comissionada “Paradise", no George Bush Intercontinental Airport (IAH), em Houston (TX - EUA).A mostra também apresenta “GRAPHOS 6 (CARACOL)", outro projeto dos anos 1990, que reitera a importância da relação com o lugar e o ponto de vista. Elemento recorrente na investigação da artista, a escada, desta vez produzida em chapas gravadas de alumínio, provoca nossa percepção da realidade através das distorções, profundidade e perspectiva. As primeiras escadas concebidas por Regina Silveira foram mostradas em 1984, como pinturas sobre paineis na exposição “Simulacros”, no MAC-USP, como parte de seu Doutorado na ECA-USP. Outra obra que segue esse mesmo imaginário, a litogravura “SEM FIM” (1993), também compõe a mostra na galeria.
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The exhibition "GRAPHOS", a solo show by Regina Silveira, presents her artwork of the same name, conceived in 1991, several years before her first exhibition at Luciana Brito Galeria in 1998. This recovery of an unrealized work represents nearly three decades of collaboration and shows the evolution of Regina Silveira's research, which has always been at the forefront of studies in perception and visual representation, keeping step with new technological possibilities in art. The site-specific installation "GRAPH" was initially designed following analog graphic rules to correct the architectural perspectives of Storefront for Art and Architecture in New York during her John Simon Guggenheim Foundation fellowship (1991). Although it was selected for implementation, the building's preservation rules prevented the project's execution, since at that time the artist painted her works directly on the walls.Thirty-four years later, the artist is now revisiting the same installation for the similarly structured space of Luciana Brito Galeria's pavilion, with its distinctive triangular floor plan. For this purpose, "GRAPH" has been adapted to digital graphic resources, enabling the production and application of adhesive vinyl on the pavilion walls, virtually correcting its irregular angles from the viewer's perspective. Regina Silveira harnesses digital technology tools to develop and execute her works, allowing her to work remotely. For example, the artist recently inaugurated her commissioned work "Paradise" at George Bush Intercontinental Airport (IAH) in Houston (TX – USA).The exhibition is also presenting "GRAPHOS 6 (CARACOL)", another project from the 1990s that reinforces the importance of location and viewpoint. A recurring element in the artist's investigation, the staircase – this time produced in engraved sheets of aluminum – challenges our perception of reality through distortions, depth, and perspective. The first staircases conceived by Regina Silveira were shown in 1984 as paintings on panels in the exhibition "Simulacros" at MAC-USP, as part of her doctorate at ECA-USP. Another work following this same visual language, the lithograph "SEM FIM" (1993), is also featured in this exhibition at the gallery.
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Sobre [About] Regina Silveira
1939, Porto Alegre, Brasil. Vive e trabalha em São Paulo, Brasil. [1939, Porto Alegre, Brazil. Lives and works in São Paulo, Brazil.]A pesquisa artística de Regina Silveira questiona as formas ortodoxas e pré-estabelecidas de representação, levando-a a trabalhar novas possibilidades de significações. Suas obras exploram o espaço arquitetônico e contextual, geralmente causando estranhamento, por meio do deslocamento do comum, ou seja, das nossas referências comuns. Regina Silveira é conhecida por sua pesquisa sobre os princípios da perspectiva, tridimensionalidade e estudo das sombras, dos quais emprega em grandes instalações site specifics, recortes em vinil, projeções luminosas, gravuras, bordados, porcelana, vídeos digitais, etc.Bacharel em Artes pelo Instituto de Artes do Rio Grande do Sul (1959), Mestre (1980) e Doutora em Arte (1984) pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, sua carreira como docente inclui o ensino no Instituto de Artes do Rio Grande do Sul; na Universidade de Puerto Rico, em Mayaguez; na FAAP, São Paulo; e na ECA-USP. Foi artista convidada da Bienal de Arte Contemporânea de Coimbra, Coimbra, Portugal, em 2024, Bienal de São Paulo nas edições de 1981, 1983, 1998 e 2021, da Bienal Internacional de Curitiba em 2013 e 2015, e da Bienal do Mercosul em 2001 e 2011. Participou da Bienal de La Habana, Cuba, em 1986, 1998 e 2015; Médiations Biennale, Poznan, Polônia, em 2012; 6a Taipei Biennial, Taiwan, em 2006; e 2a Setouchi Triennale, Japão, em 2016. Mais recentemente, em 2025, a artista inaugurou sua maior obra comissionada, Paradise, no IAH Terminal D - George Bush Intercontinental Airport, em Houston, EUA. Em 2021-22, Regina Silveira apresentou uma grande retrospectiva no Museu de Arte Contemporânea – MAC-USP, em São Paulo. Além disso, a artista já teve seu trabalho apresentado no La Virreina Centre de La Imatge, Barcelona, Espanha, 2024; Paço das Artes, São Paulo, 2020; Museu Brasileiro da Escultura – MuBE, São Paulo, Brasil, 2018; Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, Brasil, 2015; Museo Amparo, Puebla, México, 2014; Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre Brasil, 2011; Atlas Sztuki Gallery, Lodz, Polônia, 2010; MASP-SP, 2010; Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia, Madri, 2005. Regina Silveira recebeu Prêmio MASP (2013), o Prêmio APCA pela carreira (2011) e o Prêmio Fundação Bunge (2009). Foi bolsista das fundações Fulbright (1994), Pollock-Krasner (1993) e Guggenheim (1990) e sua obra está representada em inúmeras coleções públicas e privadas, como Cisneros-Fontanals Art Foundation (EUA), Inhotim (Brasil), Coleção Itaú (Brasil), El Museo del Barrio (EUA), MAC-USP (Brasil), MASP (Brasil), MAM-RJ/SP (Brasil), Pinacoteca do Estado de São Paulo (Brasil), MoMA (EUA), Phoenix Museum (EUA).Regina Silveira’s artistic research questions the orthodox, preestablished forms of representation, leading her to work with new possibilities of signification. Her works explore the architectural and contextual space, generally evoking a sense of uncanniness through the displacement of the commonplace, that is, our common references. Regina Silveira is known for her research into the principles of perspective, tridimensionality, and the study of shadows, which she employs in large site-specific installations, vinyl cutouts, luminous projections, works in printmaking, embroidery, porcelain, digital videos, etc.
With a BA in arts from the Instituto de Artes do Rio Grande do Sul (1959), an MA (1980) and PhD in art (1984) from the School of Communication and Arts of the University of São Paulo (ECA USP), her career as a professor includes stints of teaching at the University of Puerto Rico, Mayagüez; at FAAP, São Paulo; and at ECA USP. She was an invited artist at the 1981, 1983, 1998 and 2021 editions of the Bienal de São Paulo, the 2013 and 2015 editions of the Bienal Internacional de Curitiba, and the 2001 and 2011 editions of the Bienal do Mercosul. She participated in the Bienal de La Habana, Cuba, in 1986, 1998 and 2015; Mediations Biennale, Poznan, Poland, in 2012; the 6th Taipei Biennial, Taiwan, in 2006; and the 2nd Setouchi Triennale, Japan, in 2016. Most recently, in 2025, the artist presented her largest commissioned work ever held, Paradise, at IAH Terminal D - George Bush Intercontinental Airport, in Houston, USA. The artist’s work also has been presented in a major retrospective at Museu de Arte Contemporânea – MAC-USP, 2021-22, as well as at La Virreina Centre de La Imatge, Barcelona, Espanha, 2024; Paço das Artes, São Paulo, 2020; the Museu Brasileiro da Escultura (MuBE), São Paulo, 2018; the Museu Oscar Niemeyer, Curitiba, 2015; the Museo Amparo, Puebla, Mexico, 2014; the Fundação Iberê Camargo, Porto Alegre, 2011; Atlas Sztuki Gallery, Lodz, Poland, 2010; Masp, 2010; and the Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, Madrid, Spain, 2005. Regina Silveira was awarded the Prêmio Masp (2013), the Prêmio APCA for her career (2011), and the Prêmio Fundação Bunge (2009). She has received grants from the Fulbright (1994), Pollock-Krasner (1993) and Guggenheim (1990) foundations, and her work figures in countless public and private collections, such as those of the Cisneros-Fontanals Art Foundation (USA), Inhotim, Coleção Itaú, El Museo del Barrio (USA), MAC-USP, Masp, MAM-RJ/SP, the Pinacoteca de São Paulo, MoMA (USA), and the Phoenix Museum (USA).