• Fauna, Flora e Primavera

    Analivia Cordeiro, bianca turner e Selva de Carvalho curadoria Fernando Mota
  • FAUNA, FLORA E PRIMAVERA

     

    “Fomos, durante muito tempo, embalados com a história de que somos a humanidade. Enquanto isso - enquanto seu lobo não vem -, fomos nos alienando desse organismo de que somos parte, a Terra, e passamos a pensar que ele é uma coisa e nós, outra: a Terra e a humanidade.

    Ailton Krenak - Ideias para adiar o fim do mundo

     

    “Há mãos e aranhas, a diferença esta apenas no modo como acariciam…

    Lygia Fagundes Telles - Ciranda de Pedra

     

    Historias são contadas há milênios das mais variadas maneiras - escrita, oral, performática e tantas outras. Da mesma forma, historias são recontadas, reinventadas e reinterpretadas com o passar do tempo. Assim, quando dizemos “a historia disso e daquilo”, ou “a historia é sobre…”, estamos escolhendo uma entre tantas versões possíveis. Partindo desse pensamento, a exposição Fauna, Flora e Primavera apresenta uma nova leitura da historia do corpo, da natureza e das relações entre eles a partir dos movimentos confluentes de ambos.

     

    O trabalho de Analivia Cordeiro há décadas investiga as possibilidades da linguagem corporal, através de obras em diversos formatos, como video, performance, fotografia, e tantos outros. Para a exposição foram selecionadas em conjunto com a artista obras de diferentes momentos de sua trajetória, passando por trabalhos históricos como M3x3 - o primeiro trabalho em videoarte/dança da historia da arte brasileira (1973) - e Slow Billie Scan (1987) que foi revolucionário para a época em sua experimentação com o corpo e a tecnologia, até trabalhos mais recentes, como Re-construct (2020) realizado durante a pandemia do Covid-19, e o inédito Small Talk (2022), em parceria com a artista e dançarina Gissauro. No contexto da exposição, M3x3 é apresentado em seu formato original (quadrado) em uma antiga televisão de tubo no centro do salão principal da casa modernista, nos levando nostalgicamente a um passado premonitório: os corpos dos dançarinos em movimento fundidos na rigidez da matriz 3x3 do cenário computadorizado, ambos em preto e branco, apontam para um mundo reduzido sem nuances, sem o meio, um conflito entre liberdade e programação, o orgânico versus o artificial, o dilema do corpo coexistindo com a máquina. Slow Billie Scan traz à tona o novo mundo da comunicação na era digital, os efeitos e os desdobramentos possíveis com as novas tecnologias: o video mostra uma transmissão de arte feita através de um slow-scan entre o Museu da Imagem e do Som de São Paulo e a Carnegie Mellon University, em Pittsburgh, no qual a morfologia dos corpos na tela se desfaz conforme a lenta transmissão do arquivo, enquanto novos corpos mutantes se formam em decorrência do processo. Re-construct é uma serie de colagens de sementes naturais em papéis coloridos, formando desenhos geométricos que aludem ao concretismo brasileiro e ao movimento de recomposição da natureza. A segunda parte do trabalho é um video com os mesmos elementos, no qual as sementes se movimentam nos papéis pela ação do sopro, enfatizando ao mesmo tempo a fragilidade da vida e a disciplina natural e instintiva do corpo. Homo Habilis II (2006) tem a mesma estrutura de pensamento, parte de desenho e colagem feitos em quatro mãos com o filho Thomas quando ele tinha doze anos, para em seguida finalizarem em um curto video que apresenta o eterno conflito humano entre guerra e paz, enquanto a natureza participa como testemunha. Small Talk funciona como uma anedota do plano principal da mostra, tanto em seu formato despretensioso, quanto em sua apresentação leve e bem humorada: dois corpos vestidos de cinza dançam livremente numa pequena tela de tablet, ao lado de pequenas fotografias do video. O detalhe é que as meias são coloridas, simbolizando a necessidade de autonomia dos nossos pés, dos percursos que escolhemos trilhar. Completam a participação de Analivia Cordeiro na exposição uma série de fotografias tiradas por ela mesma em 1975 no ritual Kwarup, da tribo Kamaiurá, no Alto Xingu, impressas em folhas secas dentro de cilindros suspensos pelo teto no pavilhão da galeria - são imagens de pessoas em movimento no dia a dia, um viés antropológico dentro da pesquisa da artista. Ainda com destaque na mostra selecionamos um conjunto de fotografias do corpo de Analivia em diferentes períodos de sua vida, registradas pelo fotografo Bob Wolfenson ao longo dos anos, contemplando a mudança natural, a vivacidade e a flexibilidade do corpo humano.

     

    A artista bianca turner esta presente na mostra com três trabalhos. O video Encobrimento, localizado na adega da casa, em seu subsolo, narra um mito babilônico de Pherecydes de Syros sobre a cerimônia de casamento entre Céu e Terra, sobrepondo cartografias do período da colonização portuguesa em terras ameríndias, no qual o processo de territorialização é percebido como um principio e uma ação vinculada ao patriarcado, e a apropriação da Terra relacionada à dominação masculina sobre o corpo da mulher, silenciando sua natureza original e renomeando sua superfície através de imposições. A mesma pesquisa cartográfica resultou no trabalho ecos, realizado em parceria com o artista sul-africano Neo Muyanga, uma instalação audiovisual inédita que conclui a exposição no final do pavilhão da galeria (para esse trabalho escrevi um texto separado, disponível próximo à obra). Ainda no pavilhão, a obra Palingenesia - palavra que vem do grego palin (muitas) e gênesis (nascimento) -  alude à ideia de reencarnação; composta por um carrossel de slides vazios que projetam apenas luz na parede em um ritmo continuo, simultâneo a uma segunda projeção que sobrepõe a moldura iluminada com a imagem de um coração humano pulsando, o qual pode ser visto nas transições de um slide para outro. O som amplificado dos batimentos cardíacos reforça a força da natureza dentro de nossos corpos.

     

    Selva de Carvalho é a terceira “fada” dessa história… todos os trabalhos da artista são inéditos, incluindo a instalação Lacraia é fogo, que remete aos ciclos da vida, pensada especialmente para o jardim de Burle Marx ao centro da galeria, na qual a lacraia feita de tecido e cerâmica perpassa por plantas e pelo teto ao longo do espaço, num dialogo direto com a arquitetura e a natureza do local. No salão de entrada vemos Medula de Medusa, uma sequencia de esculturas em tecido com desenhos e bordados, atravessadas por um filamento de madeira em suspensão, fixado no teto, formando uma instalação de corpos flutuantes. A “medula espinhal” simboliza a resistência, as adaptações e metamorfoses dos corpos na natureza. No jardim dos fundos, entre a casa e o pavilhão, um outro conjunto de esculturas da artista permeia o solo: Éramos palmeira é formado por seis corpos de folhas de palmeiras e tecidos de algodão fincados diretamente na terra, uma instalação que contrapõe Medula de Medusa em sua apresentação não linear e fixação terrestre. Por ultimo a obra Corpo Chora Coral, um coral feito em tecido com papeis, bordados e desenhos, na parede oposta ao “coração luminoso” de bianca turner, estabelecendo um dialogo entre o órgão vital e o organismo essencial para a vida marinha.

     

    O titulo da mostra remete às fadas do conto A Bela Adormecida, o qual obteve diversas versões ao longo dos séculos: a historia original de 1634, intitulada Sol, Lua e Talia, de Giambattista Basile, foi a base para a versão clássica de Charles Perrault, de 1697, na qual existem sete fadas e o final não é exatamente o que contamos hoje, há uma segunda parte após o casamento real; na renomada versão dos Irmãos Grimm, de 1812, são doze fadas e o final é encurtado; a adaptação de Tchaikovsky para o balé, em 1890, transfere o nome da filha da princesa para ela própria, que até então não era nomeada; a versão cinematográfica da Disney, de 1959, mantem a princesa como Aurora e reduz o numero de fadas a três, agora chamadas Flora, Fauna e Primavera (ou em inglês “Merryweather”, que significa uma pessoa com personalidade alegre, energia e disposição). Nessa ultima, possivelmente a mais conhecida atualmente, as três fadas madrinhas presenteiam a princesa no dia do batizado e depois sao as responsáveis por acompanha-la, educa-la e protege-la ao longo da infância e da adolescência. Vejamos então de forma literal como fica essa sentença: Flora, Fauna e Primavera são as protetoras da Aurora. Interpretemos juntos agora, para alem do contexto do conto infantil, usando o sentido cientifico das palavras que aprendemos nas aulas de biologia: Flora (o conjunto e a diversidade de plantas de uma região), Fauna (o conjunto e a diversidade de animais de uma região) e Primavera (estação do ano que segue o inverno e precede o verão, do latim primo vere = primeiro verão, responsável por alterar o comportamento de plantas e animais devido à mudança climática favorável à floração e à reprodução), são as protetoras da Aurora (nascer do sol, raiar do dia). Finalizando a analogia entre ciência e literatura: as fadas não são apenas responsáveis por uma única pessoa, elas se tornam as protetoras também do amanhã. Porem, quem há de proteger as fadas?

     

    Se um simples conto passou por tantas transformações com os anos, porque não podemos também modificar a narrativa das nossas próprias historias como “Terrumanidade? Quais os movimentos que devemos fazer como corpos singulares e coletivos para prosperar como um corpo só, sadio e sustentável? O filósofo Félix Guattari, em seu ensaio As três ecologias (1989), diz que “Decorrerá uma recomposição das praticas sociais e individuais que agrupo segundo três rubricas complementares - a ecologia social, a ecologia mental e a ecologia ambiental - sob a égide ético-estética de uma ecosofia. - resumindo de forma simplória e largamente rasa o pensamento do intelectual francês, podemos dizer que são necessárias mudanças de comportamento social e de pensamento humano para reavaliarmos questões ambientais e avançarmos de forma mais equilibrada como sociedade no século 21, ou seja, as relações que estabelecemos com a natureza passam impreterivelmente pelas relações que desenvolvemos como seres humanos: a busca por uma vivencia em harmonia com o meio ambiente esta diretamente vinculada à estrutura sócio-econômica e cultural contemporânea que se deteriora a cada instante. Não há fada madrinha que possa nos dar um final feliz se não redirecionarmos a nossa historia. Éramos uma vez, e esperançosamente, seremos ainda outra vez.

     

    Fernando Mota
  • Analivia Cordeiro

    1954, São Paulo, Brasil. Vive e trabalha em São Paulo, Brasil
    A pesquisa artística de Analivia Cordeiro desenvolve-se de forma híbrida e multidisciplinar, com particular interesse pelo estudo da linguagem corporal, com foco na sua expressão e consciência, abordando dentre outros aspectos sua relação com as mídias digitais. Sua vivência em dança iniciou-se ainda criança e desde então tem sido o ponto norteador de sua trajetória nas artes visuais. Considerada pioneira da chamada “Computer-dance” e da performance multimídia, a artista incorporou o computador como ferramenta de entendimento dos processos artísticos ainda em 1973, sendo a primeira videoartista brasileira com a obra “M3X3”, que já vislumbrava a representatividade da tecnologia na vida prática da sociedade. Em 1981, criou “Nota-Anna”, um software de notação de movimentos, resultado de análises científicas para o rastreamento dos movimentos corporais. A investigação de Analivia trabalha o duo orgânico/artificial na linguagem corporal e, paralelamente, o duo controle/liberdade na sua relação com a tecnologia, considerando-a como um filtro semântico para a realidade, um intermediário para dialogar com o público. O que vemos são produções inovadoras tanto em arte quando em tecnologia, que despertam para experiências multissensoriais e trabalham também a saúde, a afetividade e o autoconhecimento, travando um diálogo com a tecnologia, a arte, o corpo e a mente.  
     
    Analivia Cordeiro formou-se em Arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo – USP (1976, São Paulo), com pós-graduação Mestrado Multimídias pela Unicamp (1996, Campinas-SP) e Doutorado em Comunicação e Semiótica pela PUC (2004, São Paulo-SP), além de Pós-doutorados pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ (2010, Rio de Janeiro) e pela Universidade de São Paulo – USP (2018, São Paulo). Entre 1977 e 1979 estudou Dança Contemporânea e Coreografia no Merce Cunningham Dance Studio de Nova York e no Alwin Nikolais Studio. Dentre as principais mostras e eventos dos quais participou, estão a 1973 International Festival of Edinburgh, 12a Bienal de São Paulo (1974, São Paulo, Brasil); LatinAmerica 74 – Institute of Contemporary Arts (1974, Londres, GB); International Conference Computer & Humanities/2 – University of Southern California (1976, Los Angeles, EUA); Art of Space Era - Von Braun Civic Center of Huntsville Museum of Art, 1978; Brasil Século XX, Bienal de São Paulo (1984, Brasil); Arte e Tecnologia – Itaú Cultural (1996, São Paulo, Brasil); 27a Annual Dance on Camera Festival (1998, Nova York, EUA); SIGGRAPH (2008, USA), B3 Biennale of Moving Images – Expanded Senses – Museum Angewandte Kunst (2015, Frankfurt, Alemanha); Video art in Latin America, Laxart (2016-2017, Los Angeles); Radical Women: Latin American Art, 1960-1985, Hammer Museum 2017, Los Angeles, EUA), Brooklyn Museum (2018, Nova York, EUA) e Pinacoteca de São Paulo (2018, São Paulo, Brasil); Coder le Monde – Centre Georges Pompidou (2018, Paris, França); Control and Chance: Art in the Age of Computer – Victoria & Albert Museum (2018, Londres, GB). Sua obra também figura em importantes coleções, como Victoria & Albert Museum Collection (GB), Museum of Modern Art – MoMA-NY (EUA); Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia (Espanha), Museum of Concrete Art (Ingolstadt, Alemanha), além de MAC-USP (Brasil), Pinacoteca do Estado de São Paulo (Brasil), Itaú Cultural (Brasil) e do arquivo de Oskar Schlemmer (Suiça/Alemanha). A artista é também membro da CID – Comissão Internacional de Dança, da UNESCO.

     

    • Analivia Cordeiro Re-construtivo I, 2020 papel, cola e sementes naturais secas 21,6 x 28 cm
      Analivia Cordeiro
      Re-construtivo I, 2020
      papel, cola e sementes naturais secas
      21,6 x 28 cm
    • Analivia Cordeiro Re-construtivo II, 2020 papel, cola e sementes naturais secas 21,6 x 28 cm
      Analivia Cordeiro
      Re-construtivo II, 2020
      papel, cola e sementes naturais secas
      21,6 x 28 cm
    • Analivia Cordeiro Re-construtivo III, 2020 papel, cola e sementes naturais secas 21,6 x 28 cm
      Analivia Cordeiro
      Re-construtivo III, 2020
      papel, cola e sementes naturais secas
      21,6 x 28 cm
    • Analivia Cordeiro Re-construtivo IV, 2020 papel, cola e sementes naturais secas 21,6 x 28 cm
      Analivia Cordeiro
      Re-construtivo IV, 2020
      papel, cola e sementes naturais secas
      21,6 x 28 cm
    • Analivia Cordeiro Re-construtivo V, 2020 papel, cola e sementes naturais secas 21,6 x 28 cm
      Analivia Cordeiro
      Re-construtivo V, 2020
      papel, cola e sementes naturais secas
      21,6 x 28 cm
    • Analivia Cordeiro Re-construtivo VI, 2020
      Analivia Cordeiro
      Re-construtivo VI, 2020
    • Analivia Cordeiro Re-construtivo VII, 2020 papel, cola e sementes naturais secas 21,6 x 28 cm
      Analivia Cordeiro
      Re-construtivo VII, 2020
      papel, cola e sementes naturais secas
      21,6 x 28 cm
    • Analivia Cordeiro Re-construtivo VIII, 2020 papel, cola e sementes naturais secas 21,6 x 28 cm
      Analivia Cordeiro
      Re-construtivo VIII, 2020
      papel, cola e sementes naturais secas
      21,6 x 28 cm
  • A N A L I V I A   C O R D E I R O
    “Re-construtivo”, 2020

    vídeo digital monocanal, colorido, com som

    single channel digital video, color, sound

    duração: 4’12”

    duration: 4’12”

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    • Analivia Cordeiro M3x3, 1973 vídeo analógico monocanal, p&b, com som single channel analog video, b&w, sound duração: 9’50’’ duration: 9’50’’ 1/5 + 3 P.A.
      Analivia Cordeiro
      M3x3, 1973
      vídeo analógico monocanal, p&b, com som
      single channel analog video, b&w, sound
      duração: 9’50’’
      duration: 9’50’’
      1/5 + 3 P.A.
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  • A N A L I V I A   C O R D E I R O
    “M3x3”, 1973

    vídeo analógico monocanal, p&b, com som

    single channel analog video, b&w, sound

    9'50''
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  • bianca turner

    1984, São Paulo, Brasil. Vive e trabalha em São Paulo, Brasil
    A pesquisa de bianca turner aborda temas relacionados à memoria, tempo e espaço, questionando valores, tratados e acontecimentos. Por meio da relação entre o desenho, da manipulação de imagens, vídeo mapping, etc, a artista cria narrativas que se contrapõem à lógica cartesiana que estamos acostumados e subverte fatos históricos e conceitos pré-estabelecidos. Na maioria das vezes, utiliza-se do próprio corpo como forma de enfrentamento, ativação ou validação.
     
    bianca turner tem formação em design e prática de performance pela Central Saint Martins College of Art And Design (2011, Londres-GB) e mestrado em cenografia pela Royal Central School of Speech and Drama (2013, Londres-GB). Dentre os projetos aos quais participou, destaca-se a Mostra Verbo de Performance Arte em 2022 e 2018, na 40o Arte Pará e no 1° Salão de Arte de Goiás em 2022, além da performance de abertura da 34° Bienal de São Paulo em 2020, em colaboração com Neo Muyanga e com o Coletivo Legítima Defesa, no 46° SARP (MARP) em 2021, no Festival SSA Mapping em 2018, Bienal de Curitiba 2017 e no 36° Salão de Jacarezinho em 2021, com obra premiada.
  • bianca turner e Neo Muyanga, Ecos, 2022

    bianca turner e Neo Muyanga

    Ecos, 2022 instalação audiovisual quadrifônica (projeção em 2 canais)
    dimensões mínimas: 330 x 240 x 500 cm | duração do vídeo: 9’01”
    1/1 + P.A.
  • bianca turner, Palingenesia (substantivo feminino; Eterno retorno), 2017

    bianca turner

    Palingenesia (substantivo feminino; Eterno retorno), 2017 instalação audiovisual em loop
    170 x 60 x 150 cm
  • Selva de Carvalho

    1986, São Paulo, Brasil. Vive e trabalha em São Paulo, Brasil
    Selva de Carvalho é um nome/corpo criado por Stephanie de Carvalho Klabin desde 2020, ainda no início de sua trajetória como artista visual. O nome é guia (como se refere a própria artista) para adentrar sua pesquisa, que trata principalmente das relações simbióticas e poéticas entre os elementos/corpos na natureza. Interessada nas simbologias e diálogos entre esses corpos, e nas narrativas e mitologias criadas em torno deles, a artista faz referências a diferentes cosmovisões em suas obras, através principalmente de processos metódicos e autocentrados do bordado e do desenho. Selva de Carvalho traz também a dança como elemento de estudo e investigação das sensibilidades, fluxos e atravessamentos que se dão no corpo. A dança como rito de celebração de vida e meio de ativação e incorporação de suas obras/corpos.
     
    Com formação em Artes Plásticas pela Fundação Armando Alvares Penteado – FAAP (2009), Selva de Carvalho trabalhou em projetos de educação voltados para o meio ambiente, passando por ONGs, escolas e empresas. Desde 2019 tem participado de diversas exposições coletivas e teve sua primeira individual em 2021, como parte do Projeto Vitrine da Escola de Botânica.
  • Selva de Carvalho
    Medula de Medusa, 2022
    tecidos de algodão em diferentes densidades, resistências e tramas com costuras e amarrações em linhas variadas, estruturas internas de arame e restos de tecidos reciclados e varão de madeira
    210 x 150 x 30 cm
  • Selva de Carvalho, Corpo chora coral, 2022

    Selva de Carvalho

    Corpo chora coral, 2022 tecidos, linhas e papéis variados costurados entre si, bordado, grafite, caneta nanquim e caneta esferográfica
    150 x 60 x 20 cm
  • Selva de Carvalho, Lacraia é fogo

    Selva de Carvalho

    Lacraia é fogo sarja de algodão, costura com linhas variadas, preenchimento com tecidos reciclados e cerâmica esmaltada
    dimensões variáveis (800 x 40 cm em linha reta)