Fotografia Moderna - Geraldo de Barros, Gertrudes Altschul, Thomaz Farkas, Marcel Giró, Gaspar Gaspariane Paulo Pires

20 November 2020 - 4 March 2021
  • Luciana Brito Galeria e Isabel Amado Fotografia mais uma vez se unem para consolidar a parceria iniciada em 2019 e dar continuidade ao trabalho de difusão da fotografia moderna brasileira. Em sua 2a edição, a exposição "Fotografia Moderna: Gaspar Gasparian, Geraldo de Barros, Gertrudes Altschul, Marcel Giró, Paulo Pires e Thomaz Farkas", traz um conjunto de fotografias, cuja importância resgata justamente a fase histórica da investigação em abstração, deixando para trás o pictorialismo na fotografia brasileira. 

     

    Sob um contexto de intensas transformações sociais, econômicas e políticas, as décadas de 1940 e 1950 foram fundamentais para a consolidação da fotografia brasileira no campo da artes visuais. O impacto dos processos de modernização das grandes cidades impulsionaram a fotografia a um patamar conceitual artístico nunca antes vivido. A fotografia passa de uma ferramenta unicamente de registro para um veículo de experimentação visual técnica e estética e formalização de uma nova linguagem dentro das artes. Os movimentos fotoclubistas foram fundamentais para alçar essa discussão, como o FCCB - Foto Cine Clube Bandeirante, promovendo e organizando essa atividade dentro do circuito. A fotografia passa então a ser considerada também um meio de expressão artística, que tinha nos fotoclubes uma forma de organização e profissionalização desse setor, por meio de formação e aperfeiçoamento técnico, sistematização da produção, além de organização de mostras, salões e concursos nacionais e internacionais. 

       

    Mesmo cada um trazendo uma especificidade dentro da fotografia moderna brasileira, os artistas escolhidos para essa mostra têm em comum a busca por um aperfeiçoamento não apenas técnico, mas também representativo, de maneira a escapar do tradicionalismo e renovar os conceitos da fotografia no contexto brasileiro. O abstracionismo dentro da pesquisa fotográfica representa um momento de guinada fundamental para posicionar definitivamente essa linguagem entre os cânones da história da arte. Sombras, texturas, formas geométricas, experimentação em laboratório, solarização e fotogramas, eram artifícios extremamente explorados por esses artistas.

     

    Depois de quase 70 anos, os resultados dessas investidas podem ser contabilizados, visto que instituições representativas não apenas no Brasil, mas de outros países, voltam-se para a importância desse movimento e  para o avanço da fotografia atual no mundo. À exemplo, o Museum of Modern Art, de Nova York, inaugura em março de 2021 a maior exposição já vista fora do Brasil para contemplar justamente essa faceta da história da arte brasileira.  

     

     

    Luciana Brito Galeria and Isabel Amado Fotografia are joining forces once again to strengthen the partnership begun in 2019 and lend continuity to the work of disseminating Brazilian modern photography. In its second edition, the exhibition Modern Photography: Gaspar Gasparian, Geraldo de Barros, Gertrudes Altschul, Marcel Giró, Paulo Pires and Thomaz Farkas features a selection of photographs which very significantly recover the historical phase when Brazilian photography stepped away from pictorialism to begin an investigation into abstraction.

     

    In a context of intense social, economic and political transformations, the 1940s and 1950s were fundamental for consolidating Brazilian photography within the visual arts. The impact of the processes of modernization of the large cities pushed photography to an entirely new artistic and conceptual level. Photography went from being a mere recording tool to a vehicle for technical and aesthetic visual experimentation and for the formalization of a new language in the arts. This discussion was brought to a higher level by the photo club movement, consisting of groups such as the FCCB (Foto Cine Clube Bandeirante), which promoted and organized this activity within the circuit. Photography then began to be considered as a means of artistic expression, which had the photo clubs as a form of organization and professionalization of this sector, through the training of photographers, technical improvements, and the systematization of production, along with the organization of shows, juried exhibitions and national and international competitions.

     

    While they each present their own specificity within Brazilian modern photography, the artists chosen for this show share a common aim: the search for improvements that are not only technical, but also representative in the sense of escaping from traditionalism and renewing the concepts of photography in the Brazilian context. Abstractionism within photographic research represents a fundamental turning point for definitively positioning this language among the canons of art history. Shadows, textures, geometric shapes, darkroom experiments, the Sabattier effect and photograms were artifices intensely explored by these artists.

     

    After nearly 70 years, the results of these undertakings can be assessed, since representative institutions in Brazil and other countries are focusing on the importance of this movement and on the advance of current photography around the world. For example, in March 2021 the Museum of Modern Art, New York, is inaugurating the largest exhibition ever held outside Brazil dedicated precisely to this facet of Brazilian history.

  • Geraldo de Barros

    1923, Chavantes, SP – 1998, São Paulo, SP

    Um dos artistas mais versáteis da arte brasileira, Geraldo de Barros foi um dos articuladores do Movimento Concretista no Brasil, por meio do Grupo Ruptura, membro da Galeria REX e da Cooperativa Unilabor. Seu trabalho como artista sempre esteve envolvido com as pautas sociais, alinhando-se com as transformações políticas e urbanas de sua época. Geraldo de Barros foi sem dúvida um dos precursores na fotografia não figurativa no Brasil, que se fazia principalmente a partir da desconstrução. Elementos efêmeros, a memória, a descontinuidade e a fragmentação, bem como a reordenação dos elementos, fazem parte de seu repertório imagético, que mais tarde passou a incluir também o corte e a colagem. Suas "Fotoformas" até hoje são consideradas um marco na experimentação técnica abstrata na fotografia moderna, já que trabalhava a imagem desde a manipulação do negativo. A teoria da Gestalt pode ser fortemente aplicada em suas composições, que primam pela ordenação visual e harmonia, em detrimento da pictoriedade. 

     

    One of the most versatile artists of Brazilian art, Geraldo de Barros was one of the articulators of the concretist movement in Brazil, through the Grupo Ruptura and as a member of both Galeria REX and Cooperativa Unilabor. His work as an artist always involved social issues, aligned with the political and urban transformations of his time. Geraldo de Barros was without a doubt one of the forerunners of nonfigurative photography in Brazil, which he did mainly through deconstruction. Ephemeral elements, memory, discontinuity and fragmentation, as well as the reordering of elements, are part of his imagetic repertoire, which also went on to include cutting and collage. His Fotoformas [Photoforms] are considered yet today a landmark in abstract technical experimentation in modern photography, due to his forging of the image through the handling of the negative. Gestalt theory can be strongly applied to his compositions, which are outstanding for their visual ordering and harmony, in detriment to their pictoriality.

     

    Geraldo de Barros, 1923, Chavantes, SP – 1998, São Paulo, SP

    Fotoforma, São Paulo, Brasil, 1949

    Superposição de imagens no fotograma, vintage

    Vintage multiple-exposure on the negative

    27 x 31,2 cm 

    10.62 x 12.28 in

     

  • Gertrudes Altschul

    Alemanha, 1904 - São Paulo, Brasil, 1962

    Uma das poucas mulheres da fotografia moderna no Brasil, Gertrudes Altschul migrou para o Brasil em 1939 em decorrência da perseguição nazista da 2a Guerra Mundial, e em 1950 já frequentava o Foto Cineclube Bandeirante. Juntamente com o marido, era proprietária de uma loja de ornamentos para chapéu no centro da cidade de São Paulo, onde a artista via nos arranjos florais que vendiam, naturais ou artificiais, os objetos perfeitos para seus experimentos com fotografia. Trabalhava ainda outros elementos da vida doméstica, com os quais fazia cenários (table-tops) para fotografar. Com um agudo rigor estético, Gertrudes também experimentava com os negativos, criando elementos geométricos e sobreposições, que faziam alusão às colagens. Gertrudes compõe o hall de poucos artistas dessa época que fazem parte da coleção do MoMA - Museum of Modern Art-NY.  

     

    One of the few women of modern photography in Brazil, Gertrudes Altschul migrated to Brazil in 1939 fleeing from Nazi persecution in World War II, and in 1950 was already attending the Foto Cineclube Bandeirante. Together with her husband, she owned a store that sold hat ornaments in downtown São Paulo, where the artist saw the floral arrangements they sold – whether natural or artificial – as perfect objects for her photographic experiments. She also worked with other elements from domestic life, with which she made tabletop scenes to photograph. With keen aesthetic rigor, Gertrudes also experimented with film negatives, creating geometric and overlain elements, alluding to collage. Gertrudes is one of the few artists from that time who figure in the collection of MoMA – Museum of Modern Art, New York.

    Gertrudes Altschul, Alemanha, 1904 - São Paulo, Brasil, 1962

                          Composição c. 1950

                          Gelatina e prata, vintage

                          Vintage gelatin silver print

                          46,5 x 36,5 cm

                          18.30 x 14.37 in

        

  • THOMAZ FARKAS, 1924, Budapeste, Hungria – 2011, São Paulo, SP

    Expo MASP-MAM, 1948/49

    Gelatina e prata, vintage

    Vintage gelatin silver print
    23 x 28,5 cm

    9.05 x 11.41 in

     

     

    THOMAZ FARKAS

    1924, Budapeste, Hungria – 2011, São Paulo, SP

    Protagonista da primeira exposição de fotografia do MASP, Farkas foi o fundador da antiga Fotóptica e é até hoje uma das grandes referências em fotografia no Brasil. Ao mesmo tempo em que não escondia sua preferência pela fotografia documental e pelo fotojornalismo, ele sabia da importância de um processo mais intuitivo e experimental. Além de trabalhar intensamente o jogo de luz e sombra, em suas obras pode-se ainda identificar aspectos construtivistas, com cortes e ângulos que compunham imagens equilibradas e ordenadas de linhas geométricas. Farkas também foi membro do antigo Foto Cineclube Bandeirante, um dos mais atuantes na época.     

     

    The featured artist of the first exhibition of photography of MASP, Farkas was the founder of the former Fotóptica and until today is one of the great references of photography in Brazil. With an obvious preference for documentary photography and photojournalism, he also knew the importance of a more intuitive and experimental process. Besides working intensely with the interplay of light and shadow, his works also present constructivist aspects, with framings and angles that compose images that are balanced and ordered by geometric lines. Farkas was also a member of the former Foto Cineclube Bandeirante, one of the most active photo clubs of that time.

    • Thomaz Farkas Sem título | Untitled, s.d Gelatina e prata, vintage Vintage gelatin silver print 28 x 22 cm 11.02 x 8.66 in
      Thomaz Farkas
      Sem título | Untitled, s.d
      Gelatina e prata, vintage
      Vintage gelatin silver print
      28 x 22 cm
      11.02 x 8.66 in
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    • Thomaz Farkas Vitaminas, 1940 Gelatina e prata, vintage Vintage gelatin silver print 38 x 28 cm 14.96 x 11.02 in
      Thomaz Farkas
      Vitaminas, 1940
      Gelatina e prata, vintage
      Vintage gelatin silver print
      38 x 28 cm
      14.96 x 11.02 in
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    • Thomaz Farkas Águas, Rio de Janeiro, 1940 Gelatina e prata Gelatin silver print 35 x 55,5 cm 13.77 x 21.85 in Edição 1/17
      Thomaz Farkas
      Águas, Rio de Janeiro, 1940
      Gelatina e prata
      Gelatin silver print
      35 x 55,5 cm
      13.77 x 21.85 in
      Edição 1/17
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  • Marcel Giró

    Badalona, Espanha, 1912 - Barcelona, Espanha, 2011

    Também membro do Foto Cine Clube Bandeirante, o catalão Marcel Giró via a fotografia como um exercício para o olhar. Explorou intensamente as possibilidades das texturas e formatos dos elementos da natureza, além da ambiguidade existente entre a imagem figurativa e a abstração, geralmente advinda das cenas comuns. Giró soube como poucos extrair o melhor da plasticidade das linhas, luzes e sombras, contornos e encaixes da arquitetura das grandes cidades.     

     

    Also a member of the Foto Cine Clube Bandeirante, the Catalan photographer Marcel Giró saw photography as an exercise for the gaze. He intensely explored the possibilities of the textures and formats of elements of nature, as well as the ambiguity existing between the figurative image and abstraction, generally arising from common scenes. Giró knew, like few others, how to extract the best plasticity from the lines, lights and shadows, outlines and patterns of the architecture of large cities.

    Marcel Giró, Badalona, Espanha, 1912 - Barcelona, Espanha, 2011

         Sem título c. 1950
         Gelatina e prata, vintage

         Vintage gelatin silver print

         31,4 x 29,8 cm

         12.36 x 11.73 in 

     

    • Marcel Giró Emaranhados, s.d Gelatina e prata, vintage Vintage gelatin silver print 20 x 40 cm 7.84 x 15.74 in
      Marcel Giró
      Emaranhados, s.d
      Gelatina e prata, vintage
      Vintage gelatin silver print
      20 x 40 cm
      7.84 x 15.74 in
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    • Marcel Giró Sem título, c. 1950 Gelatina e prata, vintage Vintage gelatin silver print 30,4 x 40 cm 11.96 x 15.74 in
      Marcel Giró
      Sem título, c. 1950
      Gelatina e prata, vintage
      Vintage gelatin silver print
      30,4 x 40 cm
      11.96 x 15.74 in
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    • Marcel Giró Lembranças, s.d Gelatina e prata, vintage Vintage gelatin silver print 40 x 30 cm 15.74 x 11.81 in
      Marcel Giró
      Lembranças, s.d
      Gelatina e prata, vintage
      Vintage gelatin silver print
      40 x 30 cm
      15.74 x 11.81 in
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    • Marcel Giró Textura 1, c. 1952 Gelatina e prata, vintage Vintage gelatin silver print 28,5 x 38,5 cm 11.22 x 15.15 in
      Marcel Giró
      Textura 1, c. 1952
      Gelatina e prata, vintage
      Vintage gelatin silver print
      28,5 x 38,5 cm
      11.22 x 15.15 in
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    • Marcel Giró Sem título, s.d Gelatina e prata, vintage Vintage gelatin silver print 30 x 41 cm 11.81 x 16.14 in
      Marcel Giró
      Sem título, s.d
      Gelatina e prata, vintage
      Vintage gelatin silver print
      30 x 41 cm
      11.81 x 16.14 in
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  • Gaspar Gasparian

    1899 –1966, São Paulo, SP

    Membro do Foto Cineclube Bandeirante, Gasparian tinha uma forma peculiar de trabalhar. Indo um pouco na contra-mão do processo de criação fotográfico na época, ele começou investindo no trabalho em estúdio, com composições de cenários pictóricos de natureza-morta ("table tops") e experimentações com superfícies diversas, como o vidro.  Gasparian exercitava as complexidades da luz e sombra, texturas e formatos. Mais tarde, enveredou-se pelas composições urbanas, principalmente da cidade de São Paulo, chegando até a abstração em algumas imagens.

     

    A member of the Foto Cineclube Bandeirante, Gasparian had a peculiar way of working. Going somewhat against the grain of the process of photographic creation at that time, he began working in the studio, with compositions of tabletop scenes, experimenting with various surfaces including glass. Gasparian delved into the complexities of light and shadow, textures and formats. Later, he worked with urban compositions, mainly in the city of São Paulo, going as far as abstraction in some images

     

     

    Gaspar Gasparian, 1899 –1966, São Paulo, SP

    Ouro Negro, 1952

    Gelatina e prata, vintage

    Vintage gelatin silver print

    18 x 28 cm

    7.07 x 11.02 in

     

    • Gaspar Gasparian Teatro Antigo, 1953 Gelatina e prata Gelatin silver print 24 x 38,5 cm 9.44 x 15.16 in Edição 2/10
      Gaspar Gasparian
      Teatro Antigo, 1953
      Gelatina e prata
      Gelatin silver print
      24 x 38,5 cm
      9.44 x 15.16 in
      Edição 2/10
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    • Gaspar Gasparian Untitled, 1950 Gelatina e prata Gelatin silver print 31 x 42 cm 12.20 x 16.53 in Edição 2/15
      Gaspar Gasparian
      Untitled, 1950
      Gelatina e prata
      Gelatin silver print
      31 x 42 cm
      12.20 x 16.53 in
      Edição 2/15
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    • Gaspar Gasparian Abstrata, 1953 Gelatina e prata | Gelatin silver print 38,5 x 23,5 cm | 15.15 x 9.25 in
      Gaspar Gasparian
      Abstrata, 1953
      Gelatina e prata | Gelatin silver print
      38,5 x 23,5 cm | 15.15 x 9.25 in
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    • Gaspar Gasparian Ondulantes, 1954 Gelatina e prata Gelatin silver print 39 x 29,2 cm 15.35 x 11.49 in Edição 4/15
      Gaspar Gasparian
      Ondulantes, 1954
      Gelatina e prata
      Gelatin silver print
      39 x 29,2 cm
      15.35 x 11.49 in
      Edição 4/15
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    • Gaspar Gasparian Paz!!!, 1954 Gelatina e prata Gelatin silver print 42 x 32 cm 16.53 x 12.59 in Edição 3/15
      Gaspar Gasparian
      Paz!!!, 1954
      Gelatina e prata
      Gelatin silver print
      42 x 32 cm
      16.53 x 12.59 in
      Edição 3/15
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    • Gaspar Gasparian Ascendente, 1955 Gelatina e prata Gelatin silver print 38,5 x 28,5 cm 15.15 x 11.22 in Edição 3/15
      Gaspar Gasparian
      Ascendente, 1955
      Gelatina e prata
      Gelatin silver print
      38,5 x 28,5 cm
      15.15 x 11.22 in
      Edição 3/15
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  • Paulo Pires

    Franca, Brasil, 1928 - São Carlos, Brasil, 2015

    Autodidata, Paulo Pires praticava fotografia desde criança. Era engenhoso e gostava de criar dispositivos óticos e outros elementos que usava nos laboratórios. Foi um dos membros mais atuantes no Foto Cine Clube Bandeirante, mas também fundou o Iris Foto Grupo, provavelmente o único fotoclube do interior paulista, atuante até os dias de hoje. A construção geométrica através das linhas marcantes do urbanismo da cidade de São Paulo marcou a pesquisa fotográfica de Pires. 

     

    A self-taught photographer, Paulo Pires practiced photography since his childhood. He was very clever and liked to create optical devices and other elements that he used in the darkroom. He was one of the most active members of the Foto Cine Clube Bandeirante, and also founded the Iris Foto Grupo, probably the only photo club in the interior of São Paulo State that is still active today. One of the hallmarks of Pires’s photographic research is geometric construction based on the striking urbanistic lines of the city of São Paulo.

    Paulo Pires, Franca, Brasil, 1928 - São Carlos, Brasil, 2015

                        Estudo em Telhado, c. 1960

                        Gelatina e prata, vintage

                        Vintage gelatin silver print

                        38,5 x 29,5 cm

                        15.15 x 11.61 in

              

    • Paulo Pires Sem título, c. 1960 Gelatina e prata, vintage Vintage gelatin silver print 25 x 35,5 cm 9.84 x 13.97 in
      Paulo Pires
      Sem título, c. 1960
      Gelatina e prata, vintage
      Vintage gelatin silver print
      25 x 35,5 cm
      9.84 x 13.97 in
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    • Paulo Pires Sinantéreas, s.d Gelatina e prata, vintage Vintage gelatin silver print 29,5 x 39 cm 11.61 x 15.35 in
      Paulo Pires
      Sinantéreas, s.d
      Gelatina e prata, vintage
      Vintage gelatin silver print
      29,5 x 39 cm
      11.61 x 15.35 in
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    • Paulo Pires Estudo Repolho, 1963 Gelatina e prata, vintage Vintage gelatin silver print 38 x 28 cm 14.96 x 11.02 in
      Paulo Pires
      Estudo Repolho, 1963
      Gelatina e prata, vintage
      Vintage gelatin silver print
      38 x 28 cm
      14.96 x 11.02 in
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  • Fotografia Moderna 1940 - 1960

    2019, Luciana Brito Galeria, São Paulo
  • Para mais informações | For more information: fotografiamodernabrasileira@gmail.com   + 55 11 30900373