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Liliana Porter
Otros Cuentos Inconclusos
29.03 - 24.05.2025
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A exposição “Otros cuentos inconclusos”, da artista argentina Liliana Porter, apresenta mais de 30 obras, compondo um panorama da sua produção dos últimos cinco anos. Radicada em Nova York desde 1964, a artista soma mais de 60 anos de carreira, período em que desenvolveu uma sólida e significativa pesquisa em torno da representação da condição humana. Essa é a quinta exposição da artista na Luciana Brito Galeria, que também promoveu sua primeira mostra individual no Brasil, em 2001.“Otros cuentos inconclusos” empresta o seu título da sua mais recente obra em audiovisual, “Cuentos inconclusos” (2022), concebida em parceria com a artista Ana Tiscornia. Como o título sugere, o vídeo nos coloca diante de pequenas narrativas, cujos desfechos podem ser atribuídos de acordo com a nossa própria imaginação. Para tanto, o vídeo é apresentado em cinco partes, por meio de narrativas construídas com a combinação de frases extraídas da obra de literatura infantil “Simbad, o Marujo” e cenas animadas das instalações da artista. A trilha sonora, assinada por Sylvia Meyer, representa papel importante, ajudando não apenas na ambientação das cenas, como também dando vida aos personagens inanimados.A produção de Liliana Porter nos coloca diante de pequenas fábulas visuais, ou crônicas atemporais da nossa própria condição de ser humano. Uma de suas grandes habilidades recai no poder de síntese das suas representações, que paradoxalmente (ou ironicamente) acontece a partir do colecionismo. Bibelôs, brinquedos, ornamentos e outros pequenos objetos garimpados ganham vida pelas mãos da artista. Eles permanecem armazenados até serem “licenciados” pela sua poética, por vezes ácida, por vezes bem humorada.
O poder da simples combinação desses elementos, muitas vezes acrescidos de pinturas e desenhos, pautam questões profundas e inerentes da sociedade contemporânea, como é o caso da obra “The Anarchist (WOMAN IN RED)” (2022), onde uma pequena figura executa a grande tarefa de desenrolar um novelo de lã inteiro para criar obstáculos àqueles que quiserem adentrar o ambiente. Ou em “The Way Out (with red car)” (2022), em que uma grande barreira não é párea para um simples carro vermelho. A artista também apresenta um conjunto de 20 pequenas assemblages sobre papel e outras dez micro-instalações, onde objetos minúsculos ganham um grande poder narrativo, por meio de metáforas que tratam do tempo e da memória presente nos nossos repertórios mais íntimos. -
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The exhibition "Otros cuentos inconclusos" [Other Unfinished Tales] features over 30 works by Argentine artist Liliana Porter, offering an overview of her output from the past five years. Based in New York since 1964, Porter has built a career spanning 60 years, during which she has developed a solid and meaningful investigation into how to represent the human condition. This is Porter’s fifth exhibition at Luciana Brito Galeria, which also held her first solo show in Brazil in 2001."Otros cuentos inconclusos" takes its title from her most recent audiovisual work, created in collaboration with artist Ana Tiscornia. True to its name, the video presents brief narratives whose endings are left to the viewer’s imagination. The video is structured in five segments, weaving together narratives that combine phrases from the children’s literature classic "Sinbad, the Sailor" with animated scenes from the artist’s installations. The soundtrack, by Sylvia Meyer, plays a crucial role, not only setting the mood for each scene but also breathing life into the inanimate characters.Porter’s artworks present miniature visual fables – timeless chronicles of our own human condition. She has mastered the skill of creating highly distilled representations, which, paradoxically (or perhaps ironically), emerge from her practice of collecting. Nicknacks, toys, ornaments, and other small discovered objects come to life in her hands. They remain in storage until they are “licensed” by her poetics – sometimes acerbic, sometimes humorous.Through combinations of these elements – often enhanced with paintings and drawings – she treats on profound questions inherent to contemporary society. A good example is "The Anarchist (WOMAN IN RED)" (2022), where a tiny figure is engaged in an enormous task: unraveling an entire ball of wool to create obstacles for anyone wishing to enter the space. Another is "The Way Out (with red car)" (2022), where a massive barrier is powerless to stop a simple red car. The exhibition includes a group of 20 small assemblages on paper as well as ten micro-installations, where miniature objects acquire great narrative power through metaphors involving time, embodying memories drawn from the deepest corners of shared human experience.
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Sobre [About] Liliana Porter
1941, Buenos Aires, Argentina. Vive e trabalha em Nova York, EUA. [1941, Buenos Aires, Argentina. Lives and works in New York, USA.]Por meio de referências da cultura popular e da memória coletiva, Liliana Porter se utiliza de artifícios que beiram o fantástico para compor trabalhos que subvertem as convenções impostas pelo cotidiano e pela própria arte, criando situações ambíguas e controversas, em situações chamadas “vinhetas teatrais”. Através de uma coleção particular de imagens e pequenos objetos, a artista trabalha diferentes suportes, desde fotografia, vídeos e instalações, para nos colocar diante de narrativas alegóricas e distorcidas da realidade e do tempo.
Liliana Porter é formada em Artes Visuais pela Escuela Nacional de Bellas Artes (Buenos Aires, Argentina) e pela Universidad Iberoamericana (Cidade do México, México). Radicada nos EUA desde 1964, fundou no mesmo ano o New York Graphic Workshop, com Luis Camnitzer e José Guillermo Castillo. Em 1974, participou da criação da residência Studio Camnitzer, na Itália. Dentre as suas exposições individuais, destacam-se as realizadas no Centro Cultural Recoleta, Buenos Aires, Argentina (2024, 2003), Hessel Museum of Art - Bard College, Nova York, EUA (2024), San Jose Museum of Art, San José, EUA (2023), Saint Louis Art Museum, EUA (2022), National Gallery of Art, Varsóvia, Polônia (2019), Pérez Museum, Miami, EUA (2018), El Museo del Barrio, Nova York, EUA (2018), Museum of Fine Arts, Boston, EUA (2014), MALBA, Buenos Aires, Argentina (2013), Museu Tamayo, México (2009), Phoenix Art Museum, EUA (2000), Bronx Museum (1992), Museo de Arte Moderno, Cali, Colômbia (1990) e Museum of Modern Art-MoMA, Nova York, EUA (1973). Dentre as coletivas, destacam-se as da BIENALSUR, Museo Nacional de Bellas Artes de Chile, Santiago, Chile (2024), Fundación PROA, Buenos Aires, Argentina (2024), Centre Pompidou Málaga, Málaga, Espanha (2023), Fundación PROA, Buenos Aires, Argentina (2021), Guggenheim Museum, Nova York, EUA (2019), Pinacoteca do Estado de São Paulo (2018), Brooklyn Museum, EUA (2018), 57ª Bienal de Veneza, Itália(2017), Whitney Museum of Art, Nova York, EUA (2016), Museo Nacionale de Artes Visuales, Montevideo, Uruguai (2015), Bienal de Curitiba, Brasil (2011), Tokyo Metropolitan Museum of Art, Japão (2008), VI Bienal do Mercosul, Porto Alegre, Brasil (2007), III Bienal Iberoamericana de Lima, Peru (2002), etc. Suas obras integram mais de 50 coleções públicas, incluindo o Whitney Museum (EUA), Tate Modern (inglaterra), Smithsonian Institution (EUA), MoMA (EUA), Metropolitan Museum (EUA), Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (Brasil), MALBA (Argentina), Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía (Espanha) e Daros Latinamerica (Alemanha).
Through references drawn from popular culture and collective memory, Liliana Porter uses devices that border on the fantastic to compose works that subvert the conventions imposed by everyday life and by art itself, creating ambiguous and controversial situations, called “vinhetas teatrais” [theatrical vignettes]. Through a private collection of images and small objects, the artist works on different supports ranging from photography and videos to installations, to present the viewer with allegorical and distorted narratives of reality and time.Liliana Porter graduated in visual arts from the Escuela Nacional de Bellas Artes (Buenos Aires, Argentina) and from the Universidad Iberoamericana (Mexico City, Mexico). Residing in the USA since 1964, that same year she founded the New York Graphic Workshop, with Luis Camnitzer and José Guillermo Castillo. In 1974, she participated in the creation of the Studio Camnitzer artist’s residency, in Italy. She has held solo shows at notable venues that include Centro Cultural Recoleta, Buenos Aires, Argentina (2024, 2003), Hessel Museum of Art - Bard College, New York, USA (2024), San Jose Museum of Art, San Jose, USA (2023), Saint Louis Art Museum, USA (2022), the National Gallery of Art, Warsaw, Poland (2019); the Pérez Museum, Miami, USA (2018); El Museo del Barrio, New York, USA (2018); the Museum of Fine Arts, Boston, USA (2014); MALBA, Buenos Aires, Argentina (2013); Museu Tamayo, Mexico (2009); Phoenix Art Museum, USA (2000); Bronx Museum, USA (1992); the Museo de Arte Moderno, Cali, Colombia (1990); and the Museum of Modern Art (MoMA), New York, USA (1973). She has participated in group shows at many prominent venues, including BIENALSUR, Museo Nacional de Bellas Artes de Chile, Santiago, Chile (2024), Fundación PROA, Buenos Aires, Argentina (2024), Centre Pompidou Malaga, Malaga, Spain (2023), Fundación PROA, Buenos Aires, Argentina (2021), Guggenheim Museum, New York, USA (2019); the Pinacoteca de São Paulo (2018); Brooklyn Museum, USA (2018); the 57th Venice Biennale, Italy (2017); the Whitney Museum of Art, New York, USA (2016); the Museo Nacional de Artes Visuales, Montevideo, Uruguay (2015); the Bienal de Curitiba, Brazil (2011); the Tokyo Metropolitan Museum of Art, Japan (2008); the VI Bienal do Mercosul, Porto Alegre (2007); and the III Bienal Iberoamericana de Lima, Peru (2002). Her works figure in more than 50 public collections, including those of the Whitney Museum (USA), Tate Modern (England), the Smithsonian Institution (USA), MoMA (USA), the Metropolitan Museum (USA), the Museu de Arte Moderna of Rio de Janeiro, MALBA (Argentina), the Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía (Spain), and Daros Latinamerica (Germany).