
Vista da exposição "Flamboyant", Luciana Brito Galeria, São Paulo, 2020

Vista da exposição "Flamboyant", Luciana Brito Galeria, São Paulo, 2020

Vista da exposição "Flamboyant", Luciana Brito Galeria, São Paulo, 2020

Vista da exposição "Flamboyant", Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, 2019

Vista da exposição "Flamboyant", Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo, 2019
Jorge Pardo
Colored PETG 2mm, aluminum base, aluminum fixtures, electrical fixtures
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“Para o Octágono da Pinacoteca, Jorge Pardo (*1963 em Havana, Cuba) apresenta uma instalação interativa inédita que convida o público a experimentar um momento de fruição e de contemplação. Pardo vem utilizando-se das linguagens do desenho e da escultura a fim de explorar os limites entre a arte, o design, o artesanato e os espaços de convivência. ‘Flamboyant’ é composto de cadeiras de balanço, luminárias e um tapete, todos desenhados por Pardo, inclusive as cadeiras e luminárias fabricados no ateliê do próprio. O conjunto propõe evocar uma experiência familiar à do descanso sob o pé de uma árvore, convidando o visitante a desfrutar das frondosas peças que, assim como o flamboyant, exalam uma beleza transitória.
‘Flamboyant’ também homenageia a pintura The Painter’s Studio [O ateliê do pintor], pintura icônica do artista francês Gustave Courbet de 1855, reconhecida como espécie de alegoria de seu tempo e ruptura com a academia na direção ao realismo do século 19.
Transformando algumas das figuras da obra de Courbet em ornamentos para as cadeiras, Pardo celebra a coragem do pintor, mas também questiona o que se espera de um artista no presente e o que constitui uma obra de arte hoje em dia.
Para Pardo, não há separação entre as chamadas belas artes e artes aplicadas. Ele desenvolve exposições em museus e galerias da mesma forma que desenha hotéis, restaurantes, casas particulares e espaços públicos. Ampliando sua própria definição de produção, ele investiga fundamentalmente os limites da arte. Sua obra na Pinacoteca dialoga ainda com a arquitetura e a história do edifício do próprio museu que, até 1911, sediou o Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, num momento que as disciplinas eram integradas também aqui." Jochen Volz